domingo, 26 de junho de 2011
Fizemos As Pazes
domingo, 12 de junho de 2011
Pérolas a porcos
segunda-feira, 28 de março de 2011
II Tertúlia 1 café e uma AC
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Este País
Apesar de muitas vezes não apreciar a rudeza e sectarismo dos comentários do Autor, julgo que neste vai muito bem pelo que acho que o devo transcrever:
Segunda-feira passada, a meio da tarde, faço a A-6, em direcção a Espanha e na companhia de uma amiga estrangeira; quarta-feira de manhã, refaço o mesmo percurso, em sentido inverso, rumo a Lisboa. Tanto para lá como para cá, é uma auto-estrada luxuosa e fantasma. Em contrapartida, numa breve incursão pela estrada nacional, entre Arraiolos e Borba, vamos encontrar um trânsito cerrado, composto esmagadoramente por camiões de mercadorias espanhóis. Vinda de um país onde as auto-estradas estão sempre cheias, ela está espantada com o que vê:
- É sempre assim, esta auto-estrada?
- Assim, como?
- Deserta, magnífica, sem trânsito?
- É, é sempre assim.
- Todos os dias?
- Todos, menos ao domingo, que sempre tem mais gente.
- Mas, se não há trânsito, porque a fizeram?
- Porque havia dinheiro para gastar dos Fundos Europeus, e porque diziam que o desenvolvimento era isto.
- E têm mais auto-estradas destas?
- Várias e ainda temos outras em construção: só de Lisboa para o Porto, vamos ficar com três. Entre S. Paulo e o Rio de Janeiro, por exemplo, não há nenhuma: só uns quilómetros à saída de S. Paulo e outros à chegada ao Rio. Nós vamos ter três entre o Porto e Lisboa: é a aposta no automóvel, na poupança de energia, nos acordos de Quioto, etc. - respondi, rindo-me.
- E, já agora, porque é que a auto-estrada está deserta e a estrada nacional está cheia de camiões?
- Porque assim não pagam portagem.
- E porque são quase todos espanhóis?
- Vêm trazer-nos comida.
- Mas vocês não têm agricultura?
- Não: a Europa paga-nos para não ter. E os nossos agricultores dizem que produzir não é rentável.
- Mas para os espanhóis é?
- Pelos vistos...
Ela ficou a pensar um pouco e voltou à carga:
- Mas porque não investem antes no comboio?
- Investimos, mas não resultou.
- Não resultou, como?
- Houve aí uns experts que gastaram uma fortuna a modernizar a linha Lisboa-Porto, com comboios pendulares e tudo, mas não resultou.
- Mas porquê?
- Olha, é assim: a maior parte do tempo, o comboio não 'pendula'; e, quando 'pendula', enjoa de morte. Não há sinal de telemóvel nem Internet, não há restaurante, há apenas um bar infecto e, de facto, o único sinal de 'modernidade' foi proibirem de fumar em qualquer espaço do comboio. Por isso, as pessoas preferem ir de carro e a companhia ferroviária do Estado perde centenas de milhões todos os anos.
- E gastaram nisso uma fortuna?
- Gastámos. E a única coisa que se conseguiu foi tirar 25 minutos às três horas e meia que demorava a viagem há cinquenta anos...
- Estás a brincar comigo!
- Não, estou a falar a sério!
- E o que fizeram a esses incompetentes?
- Nada. Ou melhor, agora vão dar-lhes uma nova oportunidade, que é encherem o país de TGV: Porto-Lisboa, Porto-Vigo, Madrid-Lisboa... e ainda há umas ameaças de fazerem outro no Algarve e outro no Centro.
- Mas que tamanho tem Portugal, de cima a baixo?
- Do ponto mais a norte ao ponto mais a sul, 561 km.
Ela ficou a olhar para mim, sem saber se era para acreditar ou não.
- Mas, ao menos, o TGV vai directo de Lisboa ao Porto?
- Não, pára em várias estações: de cima para baixo e se a memória não me falha, pára em Aveiro, para os compensar por não arrancarmos já com o TGV deles para Salamanca; depois, pára em Coimbra para não ofender o prof. Vital Moreira, que é muito importante lá; a seguir, pára numa aldeia chamada Ota, para os compensar por não terem feito lá o novo aeroporto de Lisboa; depois, pára em Alcochete, a sul de Lisboa, onde ficará o futuro aeroporto; e, finalmente, pára em Lisboa, em duas estações.
- Como: então o TGV vem do Norte, ultrapassa Lisboa pelo sul, e depois volta para trás e entra em Lisboa?
- Isso mesmo.
- E como entra em Lisboa?
- Por uma nova ponte que vão fazer.
- Uma ponte ferroviária?
- E rodoviária também: vai trazer mais uns vinte ou trinta mil carros todos os dias para Lisboa.
- Mas isso é o caos, Lisboa já está congestionada de carros!
- Pois é.
- E, então?
- Então, nada. São os especialistas que decidiram assim.
Ela ficou pensativa outra vez. Manifestamente, o assunto estava a fasciná-la.
- E, desculpa lá, esse TGV para Madrid vai ter passageiros? Se a auto-estrada está deserta...
- Não, não vai ter.
- Não vai? Então, vai ser uma ruína!
- Não, é preciso distinguir: para as empresas que o vão construir e para os bancos que o vão capitalizar, vai ser um negócio fantástico! A exploração é que vai ser uma ruína - aliás, já admitida pelo Governo - porque, de facto, nem os especialistas conseguem encontrar passageiros que cheguem para o justificar.
- E quem paga os prejuízos da exploração: as empresas construtoras?
- Naaaão! Quem paga são os contribuintes! Aqui a regra é essa!
- E vocês não despedem o Governo?
- Talvez, mas não serve de muito: quem assinou os acordos para o TGV com Espanha foi a oposição, quando era governo...
- Que país o vosso! Mas qual é o argumento dos governos para fazerem um TGV que já sabem que vai perder dinheiro?
- Dizem que não podemos ficar fora da Rede Europeia de Alta Velocidade.
- O que é isso? Ir em TGV de Lisboa a Helsínquia?
- A Helsínquia, não, porque os países escandinavos não têm TGV.
- Como? Então, os países mais evoluídos da Europa não têm TGV e vocês têm de ter?
- É, dizem que assim entramos mais depressa na modernidade.
Fizemos mais uns quilómetros de deserto rodoviário de luxo, até que ela pareceu lembrar-se de qualquer coisa que tinha ficado para trás:
- E esse novo aeroporto de que falaste, é o quê?
- O novo aeroporto internacional de Lisboa, do lado de lá do rio e a uns 50 quilómetros de Lisboa.
- Mas vocês vão fechar este aeroporto que é um luxo, quase no centro da cidade, e fazer um novo?
- É isso mesmo. Dizem que este está saturado.
- Não me pareceu nada...
- Porque não está: cada vez tem menos voos e só este ano a TAP vai cancelar cerca de 20.000. O que está a crescer são os voos das low-cost, que, aliás, estão a liquidar a TAP.
- Mas, então, porque não fazem como se faz em todo o lado, que é deixar as companhias de linha no aeroporto principal e chutar as low-cost para um pequeno aeroporto de periferia? Não têm nenhum disponível?
- Temos vários. Mas os especialistas dizem que o novo aeroporto vai ser um hub ibérico, fazendo a trasfega de todos os voos da América do Sul para a Europa: um sucesso garantido.
- E tu acreditas nisso?
- Eu acredito em tudo e não acredito em nada. Olha ali ao fundo: sabes o que é aquilo?
- Um lago enorme! Extraordinário!
- Não: é a barragem de Alqueva, a maior da Europa.
- Ena! Deve produzir energia para meio país!
- Praticamente zero.
- A sério? Mas, ao menos, não vos faltará água para beber!
- A água não é potável: já vem contaminada de Espanha.
- Já não sei se estás a gozar comigo ou não, mas, se não serve para beber, serve para regar - ou nem isso?
- Servir, serve, mas vai demorar vinte ou mais anos até instalarem o perímetro de rega, porque, como te disse, aqui acredita-se que a agricultura não tem futuro: antes, porque não havia água; agora, porque há água a mais.
- Estás a dizer-me que fizeram a maior barragem da Europa e não serve para nada?
- Vai servir para regar campos de golfe e urbanizações turísticas, que é o que nós fazemos mais e melhor.
Apesar do sol de frente, impiedoso, ela tirou os óculos escuros e virou-se para me olhar bem de frente:
- Desculpa lá a última pergunta: vocês são doidos ou são ricos?
- Antes, éramos só doidos e fizemos algumas coisas notáveis por esse mundo fora; depois, disseram-nos que afinal éramos ricos e desatámos a fazer todas as asneiras possíveis cá dentro; em breve, voltaremos a ser pobres e enlouqueceremos de vez.
Ela voltou a colocar os óculos de sol e a recostar-se para trás no assento. E suspirou:
- Bem, uma coisa posso dizer: há poucos países tão agradáveis para viajar como Portugal! Olha-me só para esta auto-estrada sem ninguém!
Não há dúvida que somos um País de bimbos iluminados!
Quando se pretende lutar contra este real estado de coisas é-se acusado de não ter representatividade, de apenas os políticos eleitos em eleições, serem detentores do conhecimento e do poder para abordar tão magnânimas questões...
Ora , é dever de cada um de nós, zelar pelo bem global e pelo particular! Sobretudo nas actividades ou conhecimento que mais nos interessam. E, como devemos ser democratas, devemos igualmente ouvir os que não estão de acordo connosco. De preferência, pessoalmente, para que aos nomes possamos associar uma cara e para que não nos escondamos atrás do anonimato das letras, para sermos menos correctos e educados.
Por isso quando dizem que somos um País sebatianista eu não concordo e julgo que somos na verdade um País de "velhos do Restelo".
No autocaravanismo, como fenómeno social, não fugimos à regra!
E é curioso ver como as pessoas mudam de atitude quando têm um "penacho" no chapéu! Estejam atentos e vejam como este filme é de fartar de rir!
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
COOPERAÇÃO INTERNACIONAL
Cooperação
Jean Pierre Rossi, responsável pelo Forum Francês Le Site du Camping-car
José Manuel Navarro, da comissão pró área de serviço de AC de Gallardos, Almeria, Espanha
FiIipe Seco dos Santos, Presidente do MIDAP (Movimento Independente para Desenvolvimento do Autocaravanismo em Portugal)
João Firmino, coordenador do CAB (Circulo de Autocaravanistas da Blogo-esfera)
Luis Nandin de Carvalho secretário-geral do ONGA (Observatório Não Governamental para o Autocaravanismo)
A reunião devidamente agendada com antecedência e com temática debatida no Forum do Site du Camping-Car sob o tópico de Legislação Europeia, desenvolveu-se nas instalações do Alenquer Camping, tendo tido incido na sexta-feira dia 1 de Outubro, e prolongado os seus trabalhos durante a manhã de sábado dia 2, tendo o programa sido encerrado com um almoço conjunto.
Divulga-se agora o Manifesto aprovado, e solicita-se a todos os autocaravanistas interessados no progresso deste sector de turismo itinerante a promoverem o debate a divulgação dos temas abordados e nos meios a que tenham acesso, como assim se faz desde já neste Blog, - Autocaravanismo Newlletter, honrando a sua linha editorial de preocupação com os aspectos institucionais do autocaravanismo, e que vem defendendo desde que iniciou a sua publicação em 2006, junto do seus leitores e visitantes, que hoje já atingem o número próximo de ¼ de milhão, sendo portanto o meio de comunicação social sobre autocaravanismo com maior audiência em Portugal.
Manifesto da mesa redonda Franco-Ibérica dos Autocaravanistas itinerantes
1. Introdução:
Um grupo ad hoc de autocaravanistas, portugueses, franceses, e espanhóis reunidos em Alenquer, Portugal, desenvolveram um aprofundado debate sobre as linhas gerais que deveriam presidir na União Europeia, ao enquadramento do Turismo em Autocaravana, (veículos M1) sempre no respeito do Direito comunitário da Liberdade de Circulação, da Defesa Ambiental, e da Segurança de pessoas e bens.
2. Considerandos relativamente aos Estados:
França: O Grupo considerou positivo e favorável ao desenvolvimento do autocaravanismo que a França por circular dirigida as autoridades locais pelo 1º Ministro Villepin, e recentes decisões judiciais administrativas que têm consagrado os princípios de não discriminação negativa do turismo em autocaravana.
Itália: O Grupo considerou a existência da Lei Fausti, bem como o novo projecto legislativo pendente sobre o autocaravanismo, favorável para o seu desenvolvimento.
Espanha: O Grupo teve em conta igualmente o maior interesse as medidas regulamentares desenvolvidas pelas autoridades espanholas após as intervenções públicas da Senadora Chacon.
Portugal. O Grupo foi também de opinião ser positivo o caminho encetado com a audição Parlamentar do Movimento Autocaravanista, e apresentação de um projecto de lei por deputados no Parlamento, para além do interesse do Provedor de Justiça pela falta de sinalização e pela não discriminação do autocaravanismo como forma de turismo, bem como a adesão a uma plataforma de Filosofia, Doutrina e Ética do sector, subscrita por onze organizações interessadas no Autocaravanismo.
3. Consensos sobre o sector.
a) Admitiu-se e reconheceu-se a importância do Turismo em Autocaravana como um agente catalisador do desenvolvimento regional e local, quer por se desenvolver todo o ano, corrigindo as sazonalidade, quer por se estender a todos os territórios interiores, equilibrando as assimetrias da pressão do litoral, quer por incidir sobre centros rurais e resultar em incentivo à procura e manutenção do comércio e tradições locais.
b) O grupo também assentou na importância do meio autocaravana, como favorável à mobilidade de todos os estratos populacionais e sociais em toda a Europa, favorecendo o intercâmbio e o conhecimento da identidade europeia plural.
c) Por outro lado foi consensual também o reconhecimento da dimensão económica e tecnológica da indústria europeia do sector, com a introdução de melhorias significativas de protecção ambiental na actual produção de autocaravanas, e pela resposta positiva na criação de postos de trabalho directos e indirectos.
4. Temas a regular e uniformizar nos Estados da UE.
O Grupo inventariou algumas matérias que considera prioritárias serem objecto de regulação homogénea pelos Estados-membros da EU, tais como:
a) O Reconhecimento que o Turismo com Autocaravanas, exige que os parques de campismo, disponham de estruturas adequadas com espaço mínimo de 48m2 por instalação, e outras estrutura adequadas ao acolhimento e serviços para as autocaravanas.
b) Consagrar-se o livre e simples estacionamento na via pública com supressão da discriminação dos veículos M1, com eliminação de barras de altura, e das interdições específicas, sem prejuízo de regulamentos municipais desde que com garantia de estacionamento mínimo por 24H.
c) Reservar a criação de espaços de estacionamento até à concorrência de 5% dos lugares dos parkings públicos, com lugares de estacionamento adequados ao gabarito dos veículos autocaravanas M1, desde que as estruturas o permitam.
d) Sugestão da Introdução de tarifas e preços adequados que proporcionem a rotação razoável da afluência dos utilizadores dos equipamentos de estacionamento e serviços para autocaravanas, especialmente junto de monumentos nacionais, e pontos de interesse turístico, incluindo as estações e interfaces de transportes públicos.
e) Promoção do apoio económico e financeiro às autarquias e privados, para criação de parques e estruturas de serviço de apoio às autocaravanas.
f) Uniformização nos códigos da estrada, da sinalização, das tipologias de peso, ( certificados para os veículos novos) inspecções técnicas, velocidades, portagens, cartas de condução correspondentes a utilização de veículos M1 até 4,3 toneladas.
g) Incremento das especificações de segurança e defesa do ambiente junto dos construtores e comerciantes de veículos M1 em autocaravana.
h) Necessidade das organizações relacionadas com o autocaravanismo, promoverem acções pedagógicas para os seus utilizadores, com o objectivo de divulgar os códigos de boas práticas e comportamento em viagem e quando estacionados.
Conclusões.
O Grupo ad hoc de autocaravanistas itinerantes e independentes composto por franceses, espanhois portugueses decidiram por unanimidade aprovar as seguintes conclusões do Manifesto :
1º O grupo reconhece as diferentes situações de desenvolvimento económico e social nos Estados-membros da UE, e o facto de o Turismo não se enquadrar nas atribuições comunitárias para a definição de políticas comuns, porém, apela democraticamente aos deputados do Parlamento Europeu, aos parlamentares nacionais, e para os eleitos locais, para através das suas acções e intervenções públicas, poderem contribuir para a maturação de um pensamento europeu, e dos Estados-membros por que foram eleitos, no sentido de se obter um progressivo quadro jurídico uniforme na Europa relativamente ao desenvolvimento do turismo itinerante com Autocaravanas.
2º Os membros do Grupo decidem constituir-se em Comissão Transitória para estudar a possibilidade de criação de uma Associação Europeia de Autocaravanistas Independentes, e de promoverem a abertura de um forum aberto a todos os cidadãos Europeus, sobre as questões institucionais do autocaravanismo, com secções por cada Pais membro da União Europeia, composto desde já por:
Comissão
- Jean Pierre Rossi (França)
- Jose Manuel Navarro (Espanha)
- Filipe Seco Santos (Portugal)
- Secretário geral
- Luis Nandin de Carvalho (Portugal)
3º Assim, os membros do Grupo ad hoc comprometem-se a difundir pedagogicamente o presente comunicado e Manifesto, juntos dos fóruns de autocaravanistas e outros Web sites a que tenham acesso, e consideram também dever manter informada a comunicação social, generalista e especializada, pois esta constitui um importante aliado na formação de uma opinião pública receptiva ao contributo do Autocaravanismo para o interesse geral do Turismo e a Cultura.
Alenquer, Portugal,
2 de outubro, 2010.
domingo, 18 de julho de 2010
ONGA
O Onga está ficar cada vez com mais massa crítica e a envolver um maior número de entidades interessadas no desenvolvimento do Autocaravanismo.
Pela sua importância eis o texto do resumo da reunão
NOTA SOBRE A II REUNIÂO DO ONGA de 14 de JULHO de 2010
ONGA-OBSERVATORIO NÃO GOVERNAMENTAL PARA O AUTOCARAVANISMO
Nas instalações cedidas pelo ACP, e depois da saudação inicial a todos os presentes pelo Sr. Dr. Carlos Barbosa, Presidente do ACP- Automóvel Clube de Portugal, teve lugar das 15h às 18h do dia 14 de Julho, a reunião do ONGA aprazada para o II trimestre de 2010.
Presentes:
Director Geral do ACP, que presidiu (Dr. Luis Figueiredo)
Presidente da Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal (Dr. Fernando Cipriano)
Representante da Prevenção Rodoviária Portuguesa (Eng. Manuel Trigoso)
Presidente do MIDAP- Movimento Independente para desenvolvimento do Autocaravanismo em Portugal (Eng .Filipe Seco Santos)
Representante do CAB- Circulo dos Autocaravanistas da Blogo-esfera (Sr, João Firmino)
Secretário-Geral do ONGA (Prof. Dr. Luis Nandin de Carvalho)
Secretária da secção de Autocaravanismo do ACP (Sra Dª Rosa Fernandes)
Súmula da reunião
O representante do presidente do ACP dirigiu-se aos presentes sublinhando o espírito de diálogo, partilha de informação e cooperação que anima todos os presentes em prol da divulgação das boas práticas relativas ao enquadramento institucional que favoreça Desenvolvimento do Turismo itinerante de Autocaravana em Portugal. A esse propósito, manifestou acordo quanto a divulgação periódica dos principais trabalhos desenvolvidos pelo Observatório.
Por consenso unânime foram de seguida adoptadas as seguintes deliberações:
1- O ONGA Considera indispensável a urgente aprovação de sinalização adequada que favoreça o desenvolvimento do Autocaravanismo, a nível da informação de estacionamentos e de estações de serviço apropriadas, de acordo com a sinalização normalizada a nível europeu e internacional, (a obter pelo ACP e PRP) e a incluir na revisão do RST (Regulamento de Trânsito e Segurança) pendente na ANSR (Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária).
2- O ONGA registou com agrado a declaração solene do Presidente da Federação de Campismo e Montanhismo e Campismo de Portugal (FCMP) de que esta entidade abdica dos seis logótipos de sinais de Trânsito relativos às autocaravanas que registou no INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial), a favor de quem de direito, de modo a disponibilizar a utilização da referida sinalética registada.
3- O ONGA deliberou recomendar ao ACP e À PRP a adesão à Declaração de Princípios sobre Autocaravanismo, subscrita e já divulgada amplamente, incluindo através da Internet por 8 entidades relacionadas com o Autocaravanismo e também subscrita pela FCMP.
4- O ONGA deliberou ainda recomendar ao ACP e À PRP que manifestassem o seu apoio ao Presidente da CM de Portimão, na sua intenção tornada pública de elaborar um projecto de regulamento do estacionamento naquele município que não discrimine negativamente o turismo de autocaravana.
5- O ONGA iniciou o estudo de um documento pedagógico relativo às boas práticas do autocaravanismo com o objectivo de considerar em futuro próximo a sua edição e divulgação junto da opinião pública.
6- O ONGA congratulou-se pela crescente atenção receptiva que os meios de comunicação social têm ultimamente vindo a dedicar a utilização de autocaravanas em turismo e férias, de que é exemplo positivo uma recente reportagem da TVI.
7- O ONGA, deliberou aceitar o convite para participar no Dia do Autocaravanismo, formulado pela FCMP, e a incluir varias entidades, incluindo os seus membros, que terá lugar por ocasião do relançamento da realização da Feira Nauticampo em Fevereiro de 2011 na FIL.
A próxima reunião trimestral do Observatório terá lugar dia 12 de Outubro de 2010
terça-feira, 29 de junho de 2010
Clube Flaviense de Autocaravanismo
O programa incluia uma visita a Montalegre e aos ecomuseus de Montalegre e do Salto bem como a barragem de Alto Rabagão.
A parte gastronómica foi excepcional com um fartíssimo almoço de carne barrosã bem grelhada e um porco no espeto ao jantar a que as 20 equipagens presentes deram ao dente e não conseguiram vencer.
Este Clube Tinha montado uma organização óptima, no largo multiusos, dispondo de WCs, água, vazadouro e electricidade.
Gente que sabe receber, deu-nos conta dos pedidos que têm feito à edilidade para a instalação de uma área de serviço. Estas Concentrações de Autocaravanistas muito têm contribuído para a sensibilização da Autoridades.e talvez para o ano já tenhamos uma AS.
No domingo, já bem de manhã, houve um animado torneio de jogos populares e os agradecimentos dos organizadores e dos "visitantes".
Longa vida a este grupo de transmontanos a quem a distância não mete medo!!!